sábado, 3 de março de 2012

Baleia - O que são?


Designação genérica atribuída a várias espécies de mamíferos marinhos pertencentes à ordem Cetacea, que também inclui os golfinhos e os botos. Os cetáceos são os únicos mamíferos que se adaptaram a uma vida exclusivamente aquática, apresentando os membros anteriores transformados em barbatanas e sem vestígios externos visíveis dos membros posteriores. Têm uma barbatana caudal horizontal.


A ordem Cetacea está dividida em duas subordens: cetáceos com dentes (Odontoceti) e cetáceos com barbas (Mysticeti). Os cetáceos com dentes (sessenta e seis espécies) são predadores, alimentando-se de peixe, lulas e outros animais. Incluem-se neste grupo os golfinhos e os botos, bem como os cachalotes, cujo tamanho é muito superior ao das espécies antes referidas.



Baleia-Cinzenta - Eschrichtius robustus




O termo baleia é utilizado para os cetáceos da subordem Mysticeti, representada por animais de grandes dimensões, apesar de alguns odontocetos serem designados por baleias, como as baleias-de-bico, pertencentes à superfamília Ziphioidea. As barbas dos misticetos são placas córneas franjadas que se prolongam para baixo do maxilar superior. Estas barbas filtram a água a fim de obter alimento, que é principalmente constituído por plâncton. Entre as espécies de baleias com barbas incluem-se a baleia-comum ou rorqual-comum, a baleia-branca-boreal e a baleia-azul, sendo esta última o maior animal que alguma vez existiu na Terra, podendo atingir 30 metros de comprimento.

Quando vêm à superfície para respirar, o ar quente que expiram através do espiráculo (com duas aberturas), localizado na parte superior da cabeça, condensa-se, formando um «jacto». As baleias são animais inteligentes, com um sistema de comunicação complexo, de que os «cantos» dos jubartes, ou baleias-de-bossa, são exemplo. Apresentam uma distribuição mundial.

As baleias são caçadas desde tempos remotos (ver caça à baleia); actualmente, a maior parte apresenta o estatuto de espécie vulnerável ou, como é o caso da baleia-azul e da baleia-branca ou baleia-basca, em perigo de extinção, apresentando os restantes misticetos o estatuto de espécie insuficientemente conhecida.

As baleias perderam quase totalmente a cobertura pilosa característica dos outros mamíferos, que permanece, no entanto, em certas zonas da cabeça dos animais jovens e dos animais adultos de algumas espécies. Abaixo da pele encontra-se uma espessa camada de gordura. A propulsão através da água é conferida pelos movimentos da barbatana caudal. Nasce, normalmente, uma única cria de cada vez, o que se verifica após um período de gestação de 10 a 12 meses.



Espécies de Baleias
A subordem Mysticeti compreende dez espécies, que são classificadas em quatro famílias: Balaenidae, Neobalaenidae, Eschrichtiidae e Balaenopteridae.
As espécies da família Balaenidae apresentam uma enorme cabeça, que atinge mais de um terço do seu comprimento total. A baleia franca, Eubalaena glacialis, com apenas algumas centenas de exemplares, encontra-se praticamente extinta. A baleia-azul, Balaenoptera musculus, pode atingir cerca de 30 m de comprimento e pesar mais de 160 toneladas. Alimenta-se quase exclusivamente de krill.

A subordem Archaeoceti, é conhecida apenas a partir do registo fóssil. Paleontólogos dos EUA e do Paquistão descobriram, em 1993, um fóssil de uma baleia com patas. Este fóssil, designado por Ambulocetus, tem cerca de 50 milhões de anos e o tamanho aproximado do de um leão-marinho macho. Era capaz de se deslocar em terra mas passava a maior parte do tempo na água.


Baleia-Azul - Balaenoptera musculus


Perigo de extinção
Aliado ao problema da caça, as baleias correm novo risco, com o aumento da poluição. Em Julho de 2001, na reunião anual da Comissão Baleeira Internacional, o Japão e a Noruega tentaram levantar a proibição de caça à baleia, contrariamente à Austrália e à Nova Zelândia que propuseram a formação de um santuário para as baleias, no Pacífico Sul - uma proposta que foi recusada, constituindo a primeira derrota desta reunião.

Já existem dois santuários de baleias: no Oceano Índico, desde 1979 e no Oceano Antárctico, desde 1994.

No meio dos interesses económicos surge assim o risco da poluição que ameaça a sobrevivência de muitas espécies. O Fundo Mundial para a Natureza afirmou que sete das 13 espécies correm risco de extinção, ao serem confrontadas com o ataque dos efluentes químicos e dos pesticidas que são lançados ao mar.

As substâncias poluentes fixam-se na gordura dos cetáceos e, posteriormente, no leite materno que alimenta os baleotes. Mais tarde, provocam ainda disfuncionamentos nos sistemas imunitário, nervoso e reprodutivo.

Entre a ameça da poluição, contam-se ainda as colisões com os barcos, as redes de pesca, a exploração do gás e do petróleo em off-shore nas zonas de alimentação, a degradação dos habitats e a mudança climática.

Apesar da interdicção à sua caça desde 1986, todos os anos, mil baleias são mortas. Depois disso, foram mortas oficialmente 21 573 baleias.

O Fundo Mundial para a Natureza encoraja a «observação das baleias». Em 2000, nove milhões de pessoas em 87 países dedicaram-se a este tipo de observação, gerando um lucro global de um milhão de dólares, o dobro da quantia obtida seis anos antes. Um estudo mostrou que esta actividade daria mais lucros à economia islandesa do que uma eventual retoma da caça comercial.


Baleia-Comum - Balaenoptera physalus



Longevidade
Assim como diversos outros aspectos de sua história natural, a idade que podem atingir as grandes baleias é ainda uma incógnita. Muito do que se sabe a respeito da idade que podem atingir as baleias provém de exames dos cadáveres de animais vitimados pela matança comercial no século XX; estima-se que o plug de cera existente no ouvido das baleias, pelo número de camadas de deposição, possa indicar a idade de seu portador, mas esse plug só pode ser removido de animais mortos.

Calcula-se que alguns misticetos, como as baleias azuis e fin, possam atingir mais de 80 anos de idade; as baleias francas, de 60 a 80 anos; e as jubartes mais de 50 anos. É preciso reiterar que nosso conhecimento a respeito é muito fragmentário e que, possivelmente, as grandes baleias devam regular em idades máximas e atingir longevidade muito semelhante, senão superior, à humana .

Cachalote - Physeter macrocephalus








Lorenna Soares
                                                                                       

2 comentários:

  1. muito legal o que vcs fizeram meninas, meus parabéns.


    JOÃO VICTOR DA ESCOLA DO RECIFE (VOVÔ)

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  2. porque voces não falam sobre o papagaio do mar

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