As baleias e os demais cetáceos são dotados de inteligência?
Esta pergunta há muito tempo vem desafiando os zoólogos que estudam o modo de vida destes animais. Alguns supõem que certas espécies são capazes de raciocinar como os homens, enquanto outros acham que, nesse aspecto, elas são superiores aos humanos. Há ainda quem afirme que as baleias são menos inteligente que os cães. Seja como for, apesar da grande quantidade de dados colectados pelos pesquisadores, não se conseguir definir com segurança o tipo de comportamento desses habitantes marinhos. Esse impasse torna-se mais complexo, quando se observam certas características físicas das baleias.
O cachalote, por exemplo, tem um cérebro maior do que qualquer outro animal terrestre, chegando a pesar 9 quilos – quatro vezes mais do que o maior cérebro humano. Isso leva a uma outra pergunta, que cabe aos naturalistas responder: qual a relação existente entre o tamanho do cérebro dessas espécie de baleia e a sua capacidade de pensar? Essa questão pode ser analisada fazendo-se uma comparação com o cérebro humano, cujo tamanho não corresponde proporcionalmente ao grau de inteligência que as pessoas revelam. Assim, um individuo considerado génio necessariamente não tem um cérebro maior do que os demais. Por analogia, conclui-se que a dimensão colossal do cérebro das baleias nãos significa que elas tenham uma capacidade de pensar superior à de todos os outros animais, inclusive o Homem, apesar de todas as suas criações.
Além disso, a estrutura do cérebro das baleias apresenta também algumas particularidades que reforçam a suposição de que elas têm um elevado grau de inteligência. A parte frontal do seu cérebro – que no Homem está ligada à elaboração dos pensamentos – é muito desenvolvida e dispões de uma extraordinária quantidade de células, maior do que a encontrada no cérebro humano.
Apesar dessas características incomuns – que dão aos cetáceos um lugar de destaque no reino animal –, não existe ainda uma explicação definitiva, e aceite pelo conjunto dos cientistas, sobre a natureza da “inteligência” desses integrantes da fauna marinha.
Lorenna Soares

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